>

Novos Horizontes
Érika Martins fala mais sobre seu primeiro trabalho solo

Você leu nas páginas da Love Rock 20 um trecho da superentrevista que fizemos com a ex-vocalista da banda Penélope, que fez história no rock nacional e acabou em 2004. Veja agora mais um pouco do papo que tivemos com essa roqueira que tem muito a nos ensinar...

Nos fale mais do seu disco novo...

Érika Martins: “É uma produção do Miranda (Carlos Eduardo Miranda) junto com a Constância, que tocava comigo na Penélope. A gente gravou na Toca do Bandido (estúdio). E foi em um momento muito bom da minha vida, em que estou bastante à vontade com tudo e segura do que eu quero. E isso está refletido no disco, na forma como eu estou escrevendo. E o CD está muito bem acabado, bem mais trabalhado do que normalmente era em relação ao Penélope. E eu também busquei novos parceiros...”

A Penélope acabou em 2004. O que você andou fazendo nesse intervalo?

Érika Martins:“Eu não parei. Lancei um compacto com o Lafayette e os Tremendões, que é supercharmoso, bem chique, transparente. E fiz outras coisas também. Alguns projetos, participações em coletâneas... Fiz o Baú do Raul, gravei também pro Tributo ao Álbum Branco (disco dos Beatles), fiz outro dos Beatles que é o 69, que é o Abbey Road. Com o Lafayette eu fiz a trilha sonora de A Grande Família. Enfim, não fiquei parada em nenhum momento. Não parei de fazer shows, fui a lugares que eu não tinha ido com a Penélope. Fui a Macapá, várias vezes. Então foi muito bacana porque consegui viajar muito durante esse tempo e fui amadurecendo, fui compondo, pensando no que eu queria para o disco.”

E a sua “amizade” com a Luluzinha (sim, a personagem dos quadrinhos)? Como pintou esse lance com ela?

Érika Martins:“A Luluzinha tem muito a ver com a temática do disco, porque ela é um ícone da guerra dos sexos, aquela eterna disputa da Turma do Bolinha contra a Turma da Luluzinha. E o disco trata muito desse universo feminino. Tem uma música, que é Você Tem Que Aprender Muito Sobre as Mulheres, que é um mea culpa sobre as mulheres, pois são elas que criam os homens. São elas que continuam perpetuando aquele padrão machista de criação, mas também são as coisas que me incomodam nos homens. O disco tem muito disso, fala sobre competitividade feminina, como em Me Provocar. Então estou sempre tratando desses assuntos mais femininos. E também eu lia muito a Luluzinha quando eu era criança, até hoje eu assisto quando passa na televisão. E ela conseguiu captar perfeitamente toda a história do disco, foi de uma supersensibilidade.”

Quer saber mais sobre a curiosa amizade da roqueira com a Luluzinha? Clique aqui

Entrevista: David Cintra
Foto: Divulgação